Marcelo Costa, Brian Cronin e Miguel Branco - Corpo Translúcido (Ficha técnica)

A Galeria João Esteves de Oliveira inaugura no próximo dia 1 de Junho, pelas 19h00, uma exposição de desenhos recentes de Miguel Branco, Marcelo Costa e Brian Cronin, com o título “Corpo Translúcido”.
A exposição está patente ao público até ao dia 23 de Julho de 2010.
Morada: Rua Ivens, 38 1200-224 Lisboa Portugal / T. +351.21.325.99.40 F. +351.21.325.95.02 / Horário: terça a sábado > 11h00 às 19h30
[ao sábado encerra das 13h30 às 15h00] segunda > 15h00 às 19h30


_______(Imagens)


Obras em exposição (Marcelo Costa)


Obra em exposição (Miguel Branco)



Obra em exposição (Brian Cronin)

 


_____(Textos) - (Excerto)

“Num dado momento histórico - algures entre os meados da década de setenta e o final dos anos oitenta do século XX - o processo plástico que foi designado de apropriação funcionou, para as artes visuais no ocidente, como modelo ideal de con­versão de tudo em imagem com vista à sua reintegração no espaço plástico. Desde logo, e talvez antes do mais, enquanto re­forço da possibilidade de reduzir todas as imagens do passado, e em particular do passado da arte, a um banco de dados ope­rativo, susceptível de ser usado livremente pelos artistas à maneira de um imenso repositório de ready-mades. (...)
Miguel Branco, Marcelo Costa e Brian Cronin, cada um a seu modo, pese embora o que de nostalgia possam observar nas respectivas obras pela perda dessa forma, exploram as possibilidades deste campo a que chamamos contemporâneo, e em que cada pintura se valida face a um manancial de imagens que a chamada cultura da cópia (H. Schwartz) colocou em circula­ção pela reprodução mecânica (Benjamin) com a consequente universalização do museu imaginário (Malraux) através de revis­tas, filmes, postais, livros, catálogos, programas de televisão etc., e mesmo pelo crescente merchandising dos museus, que su­cessivamente operam sobre a arte e a destituem de uma imagem singular pela infinita multiplicação das suas reproduções.

O que há de novo, nos artistas contemporâneos, e nestes em particular, é que eles próprios inscreveram nas suas práticas - sejam estas de pintura, de vídeo, de fotografia ou mesmo de instalação - uma consciência cada vez mais nítida desse diferi­mento imposto pela reprodutibilidade e, assumindo até ao limite as suas consequências, integraram no seu trabalho um pro­cesso desconstrutivo que re-encena constantemente o próprio modo de elaboração das próprias imagens. (...)”

Bernardo Pinto de Almeida
(in "Corpo Translúcido", Galeria João Esteves de Oliveira, 2010)